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{"id":874,"date":"2016-09-07T10:54:06","date_gmt":"2016-09-07T13:54:06","guid":{"rendered":"http:\/\/obandeirante.com.br\/?p=874"},"modified":"2016-09-07T10:55:42","modified_gmt":"2016-09-07T13:55:42","slug":"874","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obandeirante.com.br\/?p=874","title":{"rendered":"Projeto leva surf para rede municipal de ensino de Ubatuba"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em meio aos Jogos Ol\u00edmpicos, Ubatuba recebeu com festa a not\u00edcia de que o surfe passar\u00e1 a integrar a lista de modalidades do evento esportivo mais importante mundialmente em 2020. Institu\u00edda em 1995 por lei como \u201cCapital do Surfe\u201d, a cidade do Litoral Norte que abriga mais de 100 praias e in\u00fameros campeonatos internacionais de surfe respira o esporte e exporta atletas de renome, como Filipe Toledo, o Filipinho, e Wiggolly Dantas, o Guigui.<\/p>\n<p>Nascidos e criados em Ubatuba, os premiados atletas foram treinados na base desde os sete anos pela Escola Municipal de Surfe, presente no munic\u00edpio h\u00e1 mais de 20 anos e pilar do Projeto \u201cSurfe nas Escolas\u201d, que levou o esporte para dentro da rede p\u00fablica de ensino ap\u00f3s a sua cria\u00e7\u00e3o, em 2015. Hoje os jovens atletas inspiram a nova gera\u00e7\u00e3o que tem o surfe como uma das modalidades esportivas das aulas de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica da rede p\u00fablica.<\/p>\n<p>Mas o foco da iniciativa s\u00f3cio-esportiva n\u00e3o est\u00e1 apenas na forma\u00e7\u00e3o de competidores. Para o Secret\u00e1rio de Esportes Saulo Caravalho Gil, um dos grandes feitos do projeto \u00e9 levar o esporte para crian\u00e7as e adolescentes que possivelmente n\u00e3o teriam acesso a ele sem o apoio do poder p\u00fablico. Gil informa que cerca de 70 a 80% do p\u00fablico atendido nunca tinham surfado na vida. O Secret\u00e1rio estima ainda que uma porcentagem pr\u00f3xima disso n\u00e3o tivesse acesso rotineiro \u00e0 praia antes da iniciativa.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso de M.V.A.L, 10 anos, morador do bairro Sesmaria. Portador de autismo de grau leve, o garoto conta que s\u00f3 vai \u00e0 praia quando tem as aulas, porque, segundo ele, a sua m\u00e3e \u201cest\u00e1 sempre ocupada\u201d. Articulado, o garoto afirma que adora as aulas e conta que o que mais gosta no surfe \u00e9 de pegar \u201condas r\u00e1pidas\u201d. Embora a praia esteja geograficamente muito pr\u00f3xima de qualquer morador de Ubatuba, segundo o Secret\u00e1rio, a Rodovia Rio-Santos, que corta toda a cidade, funciona como uma esp\u00e9cie de barreira simb\u00f3lica para os moradores do \u201coutro lado da pista\u201d, como M.V.A.L. \u201cAs crian\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o autorizadas a atravessar a rodovia para acessar o mar, ent\u00e3o elas costumam ficar restritas \u00e0quele espa\u00e7o\u201d, conta.<\/p>\n<p>Outro ponto positivo destacado por Luiz Guilherme de Oliveira Neto, que d\u00e1 suporte aos professores do projeto, \u00e9 a sociabiliza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, o respeito entre colegas e at\u00e9 mesmo o desempenho escolar. \u201cElas ficam mais motivadas em sala de aula\u201d, afirma o coordenador, que informa que o n\u00famero de vagas por escola \u00e9 reduzido e muito disputado, sendo crit\u00e9rio de escolha crian\u00e7as com melhor rendimento escolar. \u201cN\u00f3s n\u00e3o estamos necessariamente formado profissionais no esporte, isso \u00e9 decorrente de um trabalho bem feito, mas nossa inten\u00e7\u00e3o maior \u00e9 criar um cidad\u00e3o, formar valores, fortalecer a import\u00e2ncia dos estudos\u201d, resume.<\/p>\n<p>No caso de Ubatuba, acessar o surfe \u00e9 mais que praticar um esporte. \u00c9 ter acesso \u00e0 cultura local. Isso porque a cidade respira o esporte. O com\u00e9rcio local \u00e9 todo voltado para a atividade, h\u00e1 na cidade mais de 15 fabricantes de pranchas com todo o know-how que a produ\u00e7\u00e3o do principal instrumento de pr\u00e1tica esportiva exige, ju\u00edzes de destaque nacional s\u00e3o moradores da cidade. \u00c9 o que conta Fabio Carlos Fragoso de Lima, Coordenador do Setor de Surfe da Secretaria de Esportes e idealizador do projeto: \u201cmuitas vezes, as crian\u00e7as de bairro mais longe n\u00e3o t\u00eam acesso, nem conhecimento dessa possibilidade e<br \/>\nesse projeto vem para isso, para traz\u00ea-la para esse universo e mostrar o que o surfe pode dar para ela\u201d.<\/p>\n<p>Atualmente oito escolas da rede participam do projeto, totalizando o atendimento de 268 alunos de seis a 12 anos. As aulas acontecem no contra turno escolar, nas praias da Maranduba, Perequ\u00ea-a\u00e7\u00fa e Grande e o transporte dos estudantes \u00e9 por conta do projeto. Segundo Neto, a pr\u00e1tica atrai de forma equilibrada meninos e meninas. Fragoso, por sua vez, afirma que a iniciativa tem potencial para atingir a rede toda: \u201cmeu sonho \u00e9 chegar logo em nossas 40 escolas. J\u00e1 temos a ades\u00e3o de todas as diretoras\u201d. Ele afirma ainda que \u201cesse projeto vem para dar um horizonte maior e para fazer o surfe que ele \u00e9 em Ubatuba\u201d. <strong>Fonte Comunica\u00e7\u00e3o do Observat\u00f3rio Litoral Norte Foto PMU<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Em meio aos Jogos Ol\u00edmpicos, Ubatuba recebeu com festa a not\u00edcia de que o surfe passar\u00e1 a integrar a lista de modalidades do evento esportivo mais importante mundialmente em 2020. 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